E uma vez ouvi por aí, sem ritmo ou harmonia um qualquer trecho que dizia:
"Na minha estrada não há espinhos porém as flores que lá se encontram, me machucam; não há buracos porém a uniformidade me cansa; em pedras não corro o risco de tropeçar e ainda assim caio; o sol não me intimida com seu calor, pois nem minha pele queima nem minha mente faz delirar, mas a sombridade de estar só me insaniza a cada passo dado; nessa minha estrada a morte fica longe contudo morto já me sinto, andando em um paraíso que me causa as mesmas dores de um inferno.
Estejas tu andando onde quer que seja, sua estrada sempre te fará os males enxergar. Teu quintal não é mais ou menos verde que o do vizinho, e se for algum fator de sofrimento terás em comum. Seja rico ou seja pobre o mal vem pra todo mundo assim como a redenção!"
Seus demais dizeres não me importaram tanto, afinal nem tudo que um insano profere pode ser considerado, mas também não deve ser ignorado em sua totalidade.
[...]
Quero para mim o espírito desta frase, transformada a forma para a casar como eu sou: Viver não é necessário; o que é necessário é criar. Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso. Só quero torná-la grande, ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a minha alma a lenha desse fogo. Só quero torná-la de toda a humanidade; [...] (FERNANDO PESSOA)
terça-feira, 30 de novembro de 2010
segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Atrás daquele olhar angelical, daquele sorriso encantador, escondiam-se experiências terríveis, momentos que uma criança nunca deveria ter enfrentado!
E ela não era uma criança normal, já novinha tinha suas preocupações, seus medos e seus traumas.
Decidiu-se nova em desistir da vida a dois, em não acreditar no amor, em não ter filhos para não por no mundo mais pessoas para sofrer.
E observando tais pensamentos, vemos que esses não são pensamentos de uma criança de 4 a 5 anos de idade.
Seus amigos eram dois filas-alemão que cria ela, em toda sua inocência, que eles sim a ouviam e a entendiam.
Viu separações, brigas, pancadarias, mas então quando tudo parecia perdido, ela viu JESUS.
E sim foi Ele quem a tirou desse mundo de solidão e sofrimento, a fez esquecer das decepções, de alguns traumas e a fez sorrir como uma criança normal que esconde atrás do olhar apenas a vontade de ser feliz.
Ele colocou no seu caminho amigos de verdade, a fez ter esperança em um futuro melhor.
E hoje, ela chora, ela sorri, ela canta, ela é quase normal, mas é grata a esse Deus que transformou a sua vida de uma maneira que ela nunca imaginara.
"Jesus, Salvador, outro igual não há, todos os dias, quero louvar as maravilhas de Teu amor"
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
E tu me amas?
Se deres um egrégio motivo, então esquecer-te-ei!
Se me dizeres todos aqueles dizeres convincentes, daí então prometo em ti pensar menos!
Se ao menos me disseres que todas aquelas palavras que me inflavam o ego não passavam de doces palavras ilusórias, prometo por ti cultivar ódio.
Mas se continuares me fazendo bem, amadurecendo minhas ideias, dando um up a minha vida e me adornando com seus desejos infames prometo apenas amar-te mais e cada vez mais!
Querer-te perto, e cada vez mais perto!
Sonhar contigo todas as noites.
E concretizar ao seu lado um ideal que todos pensam ser um adágio, um conto de fadas, um algo inexistente, o felizes para sempre, pois com você descobri em mim a princesa que estava presa no alto de uma masmorra, a qual tu com toda pompa e coragem resgataste e conquistaste.
Óh meu principe amado(ainda explorando as histórinhas que um dia ouvi) peço-te apenas que não se tornes em um sapo ou em um mero conto infantil!
Se me dizeres todos aqueles dizeres convincentes, daí então prometo em ti pensar menos!
Se ao menos me disseres que todas aquelas palavras que me inflavam o ego não passavam de doces palavras ilusórias, prometo por ti cultivar ódio.
Mas se continuares me fazendo bem, amadurecendo minhas ideias, dando um up a minha vida e me adornando com seus desejos infames prometo apenas amar-te mais e cada vez mais!
Querer-te perto, e cada vez mais perto!
Sonhar contigo todas as noites.
E concretizar ao seu lado um ideal que todos pensam ser um adágio, um conto de fadas, um algo inexistente, o felizes para sempre, pois com você descobri em mim a princesa que estava presa no alto de uma masmorra, a qual tu com toda pompa e coragem resgataste e conquistaste.
Óh meu principe amado(ainda explorando as histórinhas que um dia ouvi) peço-te apenas que não se tornes em um sapo ou em um mero conto infantil!
sábado, 16 de outubro de 2010
Tudo parece um sonho
Hoje o dia tem seu jeito, sua cara, seu cheiro. Ele veio me lembrar o seu sorriso e os seus sambas desenterrados.
Parece que a qualquer hora que eu pintar na porta da sala te verei na churrasqueira vigiando as carnes e cantando a sua felicidade incomum.
Mas quando vou à porta vejo que tudo não passou de um sonho/déjà vu bom.
É apenas mais um momento nostálgico da vida cujo um dia nublado e quente me fez voltar há uns bons anos atrás, quando meu sorriso tinha um motivo a mais!
Não importa o que digam, o que pensem de você pois sempre serás o melhor e insuperável.
Amo-te por ter feito do meu mundo o seu, ter zelado da minha vida, ter perdido anos por mim e por ter me amado tanto.
Meu bem se não posso te ter ao lado contento-me com os sonhos!
Como esquecer-te se te sinto tão perto?
Parece que a qualquer hora que eu pintar na porta da sala te verei na churrasqueira vigiando as carnes e cantando a sua felicidade incomum.
Mas quando vou à porta vejo que tudo não passou de um sonho/déjà vu bom.
É apenas mais um momento nostálgico da vida cujo um dia nublado e quente me fez voltar há uns bons anos atrás, quando meu sorriso tinha um motivo a mais!
Não importa o que digam, o que pensem de você pois sempre serás o melhor e insuperável.
Amo-te por ter feito do meu mundo o seu, ter zelado da minha vida, ter perdido anos por mim e por ter me amado tanto.
Meu bem se não posso te ter ao lado contento-me com os sonhos!
Como esquecer-te se te sinto tão perto?
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
One of my heroes
Cabelos brancos, olhos que brilhavam ao me ver, uma força incomparável, a imagem de um super herói mesmo que velhinho!
Não foi à toa que a primeira palavra que eu disse tenha sido pra ele, e tenha sido vovô.
Quando bebezinha, não saía do seu quartinho de chulé e não negava seus mimos!
Aprendi a sonhar grande, a sonhar com a medicina e ele foi um dos maiores influenciadores.
Fiquei longe muito tempo, mas toda vez que o via era uma das únicas a ter paciência com seus sermões quilométricos.
E talvez por isso que todos diziam seu amor especial por mim.
Me corta o coração saber que nesses últimos meses minha avó pegava ele me chamando, e ela perguntava a ele: "Que foi Chafic? Tá com saudade da Khawana?" E ele respondia que sim!
E agora eu me pergunto mais uma vez: Por que o amor se torna mais intenso e mais puro só depois que perdemos?
I MISS YOU MY BIG HERO, I BELIEVE THAT YOU FIND IN THE SKY!
Não foi à toa que a primeira palavra que eu disse tenha sido pra ele, e tenha sido vovô.
Quando bebezinha, não saía do seu quartinho de chulé e não negava seus mimos!
Aprendi a sonhar grande, a sonhar com a medicina e ele foi um dos maiores influenciadores.
Fiquei longe muito tempo, mas toda vez que o via era uma das únicas a ter paciência com seus sermões quilométricos.
E talvez por isso que todos diziam seu amor especial por mim.
Me corta o coração saber que nesses últimos meses minha avó pegava ele me chamando, e ela perguntava a ele: "Que foi Chafic? Tá com saudade da Khawana?" E ele respondia que sim!
E agora eu me pergunto mais uma vez: Por que o amor se torna mais intenso e mais puro só depois que perdemos?
I MISS YOU MY BIG HERO, I BELIEVE THAT YOU FIND IN THE SKY!
Você deixou saudades
De repente vi minhas lágrimas caindo e molhando o travesseiro mais uma vez. Meu coração sentiu aquela mesma dor do dia 26/04/2006 mas agora no dia 10/10/2010. Que data! Aniversário da mamãe, e minha mãe já vinha dizendo que seria uma data histórica, e se foi!
Em partes sinto um alívio porque Deus colocou no meu coração uma certeza talvez nem tão certa, mas que é a única coisa que não me deixa sofrer tanto, a de salvação! Eu vinha pedindo tanto a Deus por isso e eu creio que minhas orações não foram vãs!
Meus olhos, minha mente, meu corpo choram a dor de mais uma perda, uma perda que poderia ter sido adiada, pelo menos era o que eu queria!
A imagem que eu sempre tive dele era a de um homem forte, robusto que nunca se deixava abater por nada, nem mesmo por um câncer que já tinha tomado todo o seu corpo!
Mas Deus me deu um presente muito grande, o de ter ido em março para Londrina. Mesmo que eu não tenha me agradado da forma em que o vi, deitado numa maca, internado sem forças pra sentar!
E eu não esqueço daqueles olhos brilhantes, tão brilhantes quanto diamantes, quando me viram entrando lá onde estava, ele se levantou e se sentou sozinho, mesmo que TUDO estivesse doendo, pra não deixar-me ver seu sofrimento. Fez piada, reparou na aliança no meu dedo, segurou a minha mão e me disse com os olhos cheios de lágrimas que assim como ele estava vendo a minha prima no internato lá no hospital universitário, ele também me veria!
Todo mundo que me conhece sabe, que sempre quando se fala em passar pra medicina eu cito meu avô, e sempre dizia o quanto ele ficaria orgulhoso se eu passasse pra UEL. Eu nunca deixei de sonhar com isso, porque nunca foi um sonho só meu, mas dele, do meu pai, da minha mãe, dos meus irmãos e da minha avó!
E mesmo que não seja na UEL, eu vou conseguir, e agora mais do que nunca eu quero realizar esse nosso sonho e se eu vier a discursar nunca deixarei de citar vocês vovô e papai, meus grandes heróis!
Em partes sinto um alívio porque Deus colocou no meu coração uma certeza talvez nem tão certa, mas que é a única coisa que não me deixa sofrer tanto, a de salvação! Eu vinha pedindo tanto a Deus por isso e eu creio que minhas orações não foram vãs!
Meus olhos, minha mente, meu corpo choram a dor de mais uma perda, uma perda que poderia ter sido adiada, pelo menos era o que eu queria!
A imagem que eu sempre tive dele era a de um homem forte, robusto que nunca se deixava abater por nada, nem mesmo por um câncer que já tinha tomado todo o seu corpo!
Mas Deus me deu um presente muito grande, o de ter ido em março para Londrina. Mesmo que eu não tenha me agradado da forma em que o vi, deitado numa maca, internado sem forças pra sentar!
E eu não esqueço daqueles olhos brilhantes, tão brilhantes quanto diamantes, quando me viram entrando lá onde estava, ele se levantou e se sentou sozinho, mesmo que TUDO estivesse doendo, pra não deixar-me ver seu sofrimento. Fez piada, reparou na aliança no meu dedo, segurou a minha mão e me disse com os olhos cheios de lágrimas que assim como ele estava vendo a minha prima no internato lá no hospital universitário, ele também me veria!
Todo mundo que me conhece sabe, que sempre quando se fala em passar pra medicina eu cito meu avô, e sempre dizia o quanto ele ficaria orgulhoso se eu passasse pra UEL. Eu nunca deixei de sonhar com isso, porque nunca foi um sonho só meu, mas dele, do meu pai, da minha mãe, dos meus irmãos e da minha avó!
E mesmo que não seja na UEL, eu vou conseguir, e agora mais do que nunca eu quero realizar esse nosso sonho e se eu vier a discursar nunca deixarei de citar vocês vovô e papai, meus grandes heróis!
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Apenas mais um desesperado
Todos começam a contar sua história pela parte menos triste, pela infância, mas este não foi o meu caso pois já nasci excluído e odiado, nem ao menos pude sentir o doce sabor do leite materno, fui logo lançado aos ratos e à imundice.
Me acharam e abrigaram-me num lar de crianças que assim como eu foram feitas não por acaso, mas odiadas por acaso, acaso este que nunca entendi.
Logo que descobri que aquelas crianças não eram meus irmãos, ou que aquela moça, de traços finos e um brilho no olhar incomparável que me punha para dormir todas as noites ao som das mais belas melodias interpretadas estupidamente bem por sua voz, não era minha mãe resolvi sumir dali. Neguei meus supostos irmãos, o pão de cada dia, as refeições tão bem feitas pela tia Nicinha, e, abracei um novo mundo.
Saí de lá com a certeza de que os olhos do meu país estariam sobre mim, mal sabia que realmente estariam.
Me perguntavam sempre quem era o meu pai, naquela época a filiação era de suma importância, e então eu respondia com todo o orgulho do mundo: "Meu senhor, sou eu filho do Brasil"; alguns de certo riam, porém outros confundiam-me com o filho de um senhor de idade que teve seu maior castigo recebendo o nome de Brasil.
Esqueci de relatar que minha casa era uma velha e abandonada estação ferroviária, minhas roupas, conseguia-nas nos varais mal vigiados e a comida, cada dia conseguia de uma forma diferente.
Foi assim que sobrevivi bem vestido, trabalhando e comendo direitiho até os meus treze anos de idade, quando descobriram quem eu era, então tive que fugir e me arriscar em outro vilarejo.
Lá não havia nenhum Brasil para eu me filiar senão o meu país, que descobri ouvindo a conversa de alguns senhores, na porta de um bar, que era este um país cujo se envergonhavam profundamente.
Mal sucedido na filiação, encontrei-me mais uma vez excluído e odiado. Conhecido como o moço sem família ou o ladrãozinho de varais, conheci em mim um lado cujo nunca imaginei que existisse, um lado revoltado e ruim que me fazia odiar a mim mesmo.
Realmente, passei a ser um ladrão, maníaco, alguém que eu não conseguia controlar. Fiquei feio, mal vestido e com a pior filiação.
Fiz todo o contingente de atos errôneos existentes portanto não foi longa essa minha vida, pois logo, os empregados do meu pai me puniram, espancaram e me deixaram aqui nesta casa onde vivo há oito anos já, cercado de pessoas que assim como eu descobriram seu outro lado. Alguns deixaram alguém lá fora à sua espera, mas ainda há alguns que como eu, não enxerga vida além das grades de uma cela enferrujada e mal cuidada pelos empregados do meu pai.
Aprendi a conviver com pessoas piores do que eu e passei a aceitar as características que atribuíram a mim, assim como a de um louco desesperado que escreve suas cartas para um pai que nunca as lerá, ou, que nunca existiu.
Prazer, sou mais um desesperado e filho do Brasil.
Me acharam e abrigaram-me num lar de crianças que assim como eu foram feitas não por acaso, mas odiadas por acaso, acaso este que nunca entendi.
Logo que descobri que aquelas crianças não eram meus irmãos, ou que aquela moça, de traços finos e um brilho no olhar incomparável que me punha para dormir todas as noites ao som das mais belas melodias interpretadas estupidamente bem por sua voz, não era minha mãe resolvi sumir dali. Neguei meus supostos irmãos, o pão de cada dia, as refeições tão bem feitas pela tia Nicinha, e, abracei um novo mundo.
Saí de lá com a certeza de que os olhos do meu país estariam sobre mim, mal sabia que realmente estariam.
Me perguntavam sempre quem era o meu pai, naquela época a filiação era de suma importância, e então eu respondia com todo o orgulho do mundo: "Meu senhor, sou eu filho do Brasil"; alguns de certo riam, porém outros confundiam-me com o filho de um senhor de idade que teve seu maior castigo recebendo o nome de Brasil.
Esqueci de relatar que minha casa era uma velha e abandonada estação ferroviária, minhas roupas, conseguia-nas nos varais mal vigiados e a comida, cada dia conseguia de uma forma diferente.
Foi assim que sobrevivi bem vestido, trabalhando e comendo direitiho até os meus treze anos de idade, quando descobriram quem eu era, então tive que fugir e me arriscar em outro vilarejo.
Lá não havia nenhum Brasil para eu me filiar senão o meu país, que descobri ouvindo a conversa de alguns senhores, na porta de um bar, que era este um país cujo se envergonhavam profundamente.
Mal sucedido na filiação, encontrei-me mais uma vez excluído e odiado. Conhecido como o moço sem família ou o ladrãozinho de varais, conheci em mim um lado cujo nunca imaginei que existisse, um lado revoltado e ruim que me fazia odiar a mim mesmo.
Realmente, passei a ser um ladrão, maníaco, alguém que eu não conseguia controlar. Fiquei feio, mal vestido e com a pior filiação.
Fiz todo o contingente de atos errôneos existentes portanto não foi longa essa minha vida, pois logo, os empregados do meu pai me puniram, espancaram e me deixaram aqui nesta casa onde vivo há oito anos já, cercado de pessoas que assim como eu descobriram seu outro lado. Alguns deixaram alguém lá fora à sua espera, mas ainda há alguns que como eu, não enxerga vida além das grades de uma cela enferrujada e mal cuidada pelos empregados do meu pai.
Aprendi a conviver com pessoas piores do que eu e passei a aceitar as características que atribuíram a mim, assim como a de um louco desesperado que escreve suas cartas para um pai que nunca as lerá, ou, que nunca existiu.
Prazer, sou mais um desesperado e filho do Brasil.
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