[...]

Quero para mim o espírito desta frase, transformada a forma para a casar como eu sou: Viver não é necessário; o que é necessário é criar. Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso. Só quero torná-la grande, ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a minha alma a lenha desse fogo. Só quero torná-la de toda a humanidade; [...] (FERNANDO PESSOA)

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Mudanças

Cá estou em mais uma mudança!
Já faz um tempo que não escrevo e nem sei se ainda o faço bem ou razoavelmente, mas vou narrar ainda sem muito saber o que virá! Quero contar-lhes as viradas que Deus tem feito na minha vida.
Como sempre expus, tenho o sonho de me formar em medicina, desde muito cedo me coloco a idealizar meu futuro nessa profissão e quando Deus me fez entender que minha vida e o meu futuro não seriam nada se não O tivessem, decidi pedir a Ele que, apesar de tudo, fosse o centro do meu trabalho, pois queria usar minha formação para serví-lO e torná-lO conhecido entre os povos obedecendo ao seu "ide". No decorrer do meu terceiro ano de vestibular resolvi entregar os meus anseios e os meus sonhos nas mãos daquEle que possui TODO o poder, e diante dEle fiz um propósito de optar por odontologia caso minha nota não atingisse o ideal, mesmo que eu não me alegrasse tanto com essa não-vitória eu cursaria odonto e persistiria até o final do curso em medicina e se ainda assim eu não conseguisse o Senhor me prepararia psicologicamente para atender aos Seus propósitos que com certeza são melhores do que os meus!
Durante o ano persisti em oração e entreguei a Deus os meus sonhos, os meus propósitos, a minha vida, aceitei que Ele tem o melhor pra mim, aprendi muito (espiritualmente falando), tive diversas conversas íntimas e surpreendentes com Ele, me rendi e então Ele escreve a minha história diferente da que eu pedia, diferente da que eu sonhava, porém creio que MELHOR do que eu esperava, é... passei pra odonto e dia cinco de Março inicio meu curso na UFF, não sei o que Deus pretende, não sei o que Ele vai fazer, mas de uma coisa eu sei: Ele é por mim e quando a história é escrita pelo dedo de Deus, é a história mais LINDA, pode acreditar!
Morarei em uma república lá em Niterói, viverei uma vida bem diferente da que vivo aqui em Saquarema, mas creio que não me faltará a graça e a misericórdia do meu Senhor que é por mim!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Uma vida de incertezas

Há quem diga que para se alcançar algo não se pode viver de incertezas ou de dúvidas, mas em que mundo essas pessoas vivem que não haja insegurança nas decisões, que não se pense horas antes de dormir para se ter exatidão de que a escolha certa será tomada? E se as incertezas não existissem não haveria opções certas e erradas, seriam ou apenas certas (quem dera-nos), ou apenas erradas. E então não conheceríamos o frio na barriga, a persistência no pensar, a dúvida que cessa quando tudo dá errado ou quando tudo dá certo (aí é melhor), viveríamos como robôs agindo automaticamente, tendo sempre as mesmas reações e vivendo uma vida sem graça. Se não houvesse esse “mal que vem para o bem” nunca pensaríamos em desistir e as coisas seriam mais fáceis. Não sentiríamos a tão terrível ansiedade que nos dá náuseas como se estivéssemos embarcados e sem nenhuma terra à vista. Não teríamos a sensação de se estar flutuando e incapaz de alcançar o chão. Não nos surpreenderíamos com escolhas inusitadas, tudo seria igual, tudo seria clichê, palavras vazias, sentimentos vazios, sempre à espera do esperado. Por isso eu, mesmo que sofra com toda ansiedade e indecisão, prefiro esperar o inesperado, ver no que vai dar, me surpreender, talvez chorar, mas talvez sorrir!

Ops, viajei!

Ponho-me a pensar em uma única coisa, porém neste mesmo momento sou contrariada por minha mente que me lança meses, anos luz de onde estou. Estava apenas no quarto á frente do computador a imaginar palavras que pudessem agrupar-se em um texto genial, porém minha mente me transporta para outros lugares e apenas com os dedos ao teclado tenho a possibilidade de visitar reinos distantes, países afastados, planetas desconhecidos, meu próprio mundo, lá posso ser a mocinha, a vilã, a pobrezinha, a multimilionária, a empregada, a capitã, a pirata, a princesa, a plebeia . Porém quando olho para o lado, não vejo nada além de uma solidão assustadora e o eco da televisão da sala; parece-me que em meu mundo de palavras e contos sou menos solitária e mais experiente, pois lá sei vencer gigantes, ou dragões que sejam, sou apaixonada por um príncipe, vivo uma vida agitada e até mesmo viajo explorando os sete mares, mas quando lá estou, sinto saudades da vida pacata de uma menina mulher que nada faz além de pensar, imaginar e estudar.

O que eu realmente quero

Não quero alguém aos meus pés, não que isso não seja bom, mas quero alguém que me olhe nos olhos.
Não quero um príncipe encantado, um cara perfeito, quero me apaixonar por seus defeitos e enxergar neles suas qualidades.
Não sonho com um conto de fadas, com a história de um filme, com um livro que eu li, sonho em viver um amor real, nada efêmero e repleto de falhas.
Não quero muito, quero pouco, quero sorrir, e chorar e sorrir.
Não espero declarações quilométricas, almejo um simples e sincero “eu te amo”.
Não quero o impossível, não quero o imaginário, quero o real, o palpável.
Não quero que morra de amores por mim, quero apenas que me ame, me ame chata, me ame despenteada, me ame desarrumada, me ame lavando louça, me ame suja, me ame pela manhã, me ame ao entardecer, me ame ocupada, me ame desesperada, simplesmente me ame, e isso é o que eu realmente quero!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Que geração é a sua?

Queria saber escrever-lhes com miudezas de palavras e com todo o esplendor de um Vinicius de Moraes.
Ou mesmo que podre e estranho impactá-los como clarice lispector (minúsculas propositais).
Ser um Drommond, ou um Manuel Bandeira, ou um Mário Quintana...
Um Fernando Sabino quem sabe!
Mas talvez Deus não queira me dar o dom da escrita, assim como não o deu para ninguém dessa minha geração que não faz e não sabe fazer história!
Não há nada de novo que seja melhor do que a antiga porém maravilhosa MPB, bossa nova, samba.
Os poemas que traduziam em sua perfeita subjetividade o exílio, os problemas sociais, etc.
As vezes penso ter nascido na década errada!
Como eu queria ter desfrutado de todo aquele encanto, onde o amor não era fútil, homens eram românticos e galanteadores... tudo era diferente.
E hoje apenas peço que alguma coisa aconteça e me faça sentir orgulho da minha geração!

Anh?

Ah sei lá!
Não sei o que me espera, não sei o que devo ou não falar, não sei como agir e olhar nos olhos é difícil pra mim. Não consigo simplesmente mergulhar de cabeça, antes eu analiso tudo.
Eu faço de tudo para não errar, mas agora, nesse exato momento, algo me diz que nesse tempo todo em que busquei não errar, eu errei.
Me afastei do que era incerto e não intensifiquei nada!
E agora parece que já sou "velha" demais pra tentar mudar tudo isso, além do mais, faz parte da minha personalidade, do meu jeito.
E eu fico aqui procurando soluções, pensando, pensando... escrevendo, apagando...
Ah sei lá!

domingo, 30 de janeiro de 2011

Eu quero resposta

E eu tento me encontrar em um mar de confusões, em um choque de personalidades, em uma ápice poética, em um facho de luz, em uma onda pequena, em um abraço apertado, entre uma lágrima e outra, em um momento de raiva, em um sorriso insinuante, em um guardado antigo, em uma foto, nos meus textos, nas minhas saudades, na minha família, nos meus amigos...
Mas, por que é tão difícil saber quem eu sou ou o que eu sou?
Eu sou fogo, mas também água, sou sol, mas também chuva, sou beijo, sou tapa, sou sorriso, sou lágrima, sou eu e as vezes você, sou um pouco de um todo, sou um todo de um pouco, sou insana, intelectual, ignorante, estudiosa, sou céu, sou mar, quem sou?
Mais uma em um milhão ou um milhão em mais uma?
E eu quero entender as questões que me aparecem, as loucuras que escrevo, que dúvidas são essas?
Por que tantas interrogações?
Eu só almejo me conhecer, será possível? - Opa, mais uma pergunta!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Meu corpo pede metamorfose

Eu nunca sei por onde começar nada, talvez por isso que eu nunca tenha começado muitas coisas. É esse meu medo de inovar, de errar, de me decepcionar e de me arrepender que me impede.
Tenho medo de sair do padrão de vida que meus pais, eu e os outros estão acostumados a me ver vivendo.
Tenho receio de entristecer aqueles que esperam tanto de mim.
Tenho medo de arriscar um modelo diferente de vestido, um tubinho curto, um batom vermelho, um corte moderno, um ficante, uma unha vermelha, uma requebrada, uma fugidinha, um momento, um namorado, um abraço, um beijo, uma piscada, um emprego, uma profissão além da medicina...
Tenho fobia de mudanças e de pensar o que elas trarão consigo ou o que levarão.
Talvez por isso eu seja a mesma menininha de sempre, com os mesmo sonhos, os mesmo ideais, as mesmas gírias, as mesmas aventuras, os mesmos amigos, os mesmos beijos, os mesmos cheiros...
E eu queria mudar, queria arriscar, deixar a adrenalina correr solta, fazer coisas diferentes e se não desse certo ao menos eu teria tentado.
Medo, apreensão, fobia vão embora por favor!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Eu queria saber voar


"Oh que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais

Que amor, que sonhos, que flores,
(...)

O mar é lago sereno,
O céu um manto azulado,
O mundo um sonho dourado,
A vida um hino de amor !" (fragmento; Casimiro de Abreu - Meus oito anos)

E eu me lembro que eu só queria saber voar, subir nas árvores, comer fruta do pé, correr até a praia, nadar o dia todo, andar de bicicleta, ralar mais o joelho, ter uma casa na árvore, um mercado imaginário no meio do mato, pescar um tubarão na lagoa que tinha atrás da minha casa, curar a dor de garganta com vários Megas e Cornettos, ir à praia todo dia, deixar o dente cair sozinho, ganhar presente do Papai Noel, ser ouvida por uma estrela Cadente e então ganhar o meu tão pedido caminhão de chocolate, conversar com a Targa (cachorra Fila Alemã que me acompanhou dos 2 aos 11 anos)...
E agora eu queria ter esses mesmos desejos, as mesmas preocupações!
Queria voltar ao tempo em que a malícia era nula, a inocência abundava, a ingenuidade reinava e a simplicidade fazia parte de mim.
E poderia então voltar àquele tempo que minha vida não passava de um mundo encantado, um conto de fadas, onde tudo que eu queria era tão fácil conquistar, e se não fosse a imaginação fazia por mim, e então satisfeita eu estava.

Ah que saudade que tenho da época que para voar bastava fechar os olhos!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Assustada

E hoje eu acordei antes mesmo que meus olhos se abrissem e ouvi ruídos que meus ouvidos não queriam ouvir.
Ao levantar senti-me zonza e já com o coração a acelerar.
Talvez o pânico estivesse impresso nos meus olhos, recepção do meu estado, pois já cedo quando a insônia me fazia companhia, a moça dos olhos verdes me perguntava o que estava a acontecer.
Foi então que minha mente deu um estalo e lembrei que dia seria o de hoje, mas isso não importa-me mais, ou então importe e eu esteja apenas tentando fingir que as notícias inesperadas do dia não me decepcionaram, dilaceraram meu coração, me fizeram os olhos transbordar de lágrimas e me colocaram no corpo e na mente uma vontade insana de correr pra bem longe, gritar e fugir desse mundo assustador.
Ah vida, minha vida de tormentos, minha alma aflita apenas deseja sumir, adormecer, mas a insônia, o medo, a tristeza me despertam a cada fechar prolongado dos olhos.
E antes mesmo que o dia termine, sinto como se já tivesse anoitecido e permaneço aqui no escuro dessa noite inventada por minha mente, sozinha, triste e inconsolável!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Os delírios de um andarilho

E uma vez ouvi por aí, sem ritmo ou harmonia um qualquer trecho que dizia:

"Na minha estrada não há espinhos porém as flores que lá se encontram, me machucam; não há buracos porém a uniformidade me cansa; em pedras não corro o risco de tropeçar e ainda assim caio; o sol não me intimida com seu calor, pois nem minha pele queima nem minha mente faz delirar, mas a sombridade de estar só me insaniza a cada passo dado; nessa minha estrada a morte fica longe contudo morto já me sinto, andando em um paraíso que me causa as mesmas dores de um inferno.
Estejas tu andando onde quer que seja, sua estrada sempre te fará os males enxergar. Teu quintal não é mais ou menos verde que o do vizinho, e se for algum fator de sofrimento terás em comum. Seja rico ou seja pobre o mal vem pra todo mundo assim como a redenção!"

Seus demais dizeres não me importaram tanto, afinal nem tudo que um insano profere pode ser considerado, mas também não deve ser ignorado em sua totalidade.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010


Atrás daquele olhar angelical, daquele sorriso encantador, escondiam-se experiências terríveis, momentos que uma criança nunca deveria ter enfrentado!
E ela não era uma criança normal, já novinha tinha suas preocupações, seus medos e seus traumas.
Decidiu-se nova em desistir da vida a dois, em não acreditar no amor, em não ter filhos para não por no mundo mais pessoas para sofrer.
E observando tais pensamentos, vemos que esses não são pensamentos de uma criança de 4 a 5 anos de idade.
Seus amigos eram dois filas-alemão que cria ela, em toda sua inocência, que eles sim a ouviam e a entendiam.
Viu separações, brigas, pancadarias, mas então quando tudo parecia perdido, ela viu JESUS.
E sim foi Ele quem a tirou desse mundo de solidão e sofrimento, a fez esquecer das decepções, de alguns traumas e a fez sorrir como uma criança normal que esconde atrás do olhar apenas a vontade de ser feliz.
Ele colocou no seu caminho amigos de verdade, a fez ter esperança em um futuro melhor.
E hoje, ela chora, ela sorri, ela canta, ela é quase normal, mas é grata a esse Deus que transformou a sua vida de uma maneira que ela nunca imaginara.

"Jesus, Salvador, outro igual não há, todos os dias, quero louvar as maravilhas de Teu amor"

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

E tu me amas?

Se deres um egrégio motivo, então esquecer-te-ei!
Se me dizeres todos aqueles dizeres convincentes, daí então prometo em ti pensar menos!
Se ao menos me disseres que todas aquelas palavras que me inflavam o ego não passavam de doces palavras ilusórias, prometo por ti cultivar ódio.

Mas se continuares me fazendo bem, amadurecendo minhas ideias, dando um up a minha vida e me adornando com seus desejos infames prometo apenas amar-te mais e cada vez mais!
Querer-te perto, e cada vez mais perto!
Sonhar contigo todas as noites.
E concretizar ao seu lado um ideal que todos pensam ser um adágio, um conto de fadas, um algo inexistente, o felizes para sempre, pois com você descobri em mim a princesa que estava presa no alto de uma masmorra, a qual tu com toda pompa e coragem resgataste e conquistaste.
Óh meu principe amado(ainda explorando as histórinhas que um dia ouvi) peço-te apenas que não se tornes em um sapo ou em um mero conto infantil!

sábado, 16 de outubro de 2010

Tudo parece um sonho

Hoje o dia tem seu jeito, sua cara, seu cheiro. Ele veio me lembrar o seu sorriso e os seus sambas desenterrados.
Parece que a qualquer hora que eu pintar na porta da sala te verei na churrasqueira vigiando as carnes e cantando a sua felicidade incomum.
Mas quando vou à porta vejo que tudo não passou de um sonho/déjà vu bom.
É apenas mais um momento nostálgico da vida cujo um dia nublado e quente me fez voltar há uns bons anos atrás, quando meu sorriso tinha um motivo a mais!
Não importa o que digam, o que pensem de você pois sempre serás o melhor e insuperável.
Amo-te por ter feito do meu mundo o seu, ter zelado da minha vida, ter perdido anos por mim e por ter me amado tanto.
Meu bem se não posso te ter ao lado contento-me com os sonhos!

Como esquecer-te se te sinto tão perto?

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

One of my heroes

Cabelos brancos, olhos que brilhavam ao me ver, uma força incomparável, a imagem de um super herói mesmo que velhinho!
Não foi à toa que a primeira palavra que eu disse tenha sido pra ele, e tenha sido vovô.
Quando bebezinha, não saía do seu quartinho de chulé e não negava seus mimos!
Aprendi a sonhar grande, a sonhar com a medicina e ele foi um dos maiores influenciadores.
Fiquei longe muito tempo, mas toda vez que o via era uma das únicas a ter paciência com seus sermões quilométricos.
E talvez por isso que todos diziam seu amor especial por mim.
Me corta o coração saber que nesses últimos meses minha avó pegava ele me chamando, e ela perguntava a ele: "Que foi Chafic? Tá com saudade da Khawana?" E ele respondia que sim!

E agora eu me pergunto mais uma vez: Por que o amor se torna mais intenso e mais puro só depois que perdemos?

I MISS YOU MY BIG HERO, I BELIEVE THAT YOU FIND IN THE SKY!

Você deixou saudades

De repente vi minhas lágrimas caindo e molhando o travesseiro mais uma vez. Meu coração sentiu aquela mesma dor do dia 26/04/2006 mas agora no dia 10/10/2010. Que data! Aniversário da mamãe, e minha mãe já vinha dizendo que seria uma data histórica, e se foi!
Em partes sinto um alívio porque Deus colocou no meu coração uma certeza talvez nem tão certa, mas que é a única coisa que não me deixa sofrer tanto, a de salvação! Eu vinha pedindo tanto a Deus por isso e eu creio que minhas orações não foram vãs!
Meus olhos, minha mente, meu corpo choram a dor de mais uma perda, uma perda que poderia ter sido adiada, pelo menos era o que eu queria!
A imagem que eu sempre tive dele era a de um homem forte, robusto que nunca se deixava abater por nada, nem mesmo por um câncer que já tinha tomado todo o seu corpo!
Mas Deus me deu um presente muito grande, o de ter ido em março para Londrina. Mesmo que eu não tenha me agradado da forma em que o vi, deitado numa maca, internado sem forças pra sentar!
E eu não esqueço daqueles olhos brilhantes, tão brilhantes quanto diamantes, quando me viram entrando lá onde estava, ele se levantou e se sentou sozinho, mesmo que TUDO estivesse doendo, pra não deixar-me ver seu sofrimento. Fez piada, reparou na aliança no meu dedo, segurou a minha mão e me disse com os olhos cheios de lágrimas que assim como ele estava vendo a minha prima no internato lá no hospital universitário, ele também me veria!
Todo mundo que me conhece sabe, que sempre quando se fala em passar pra medicina eu cito meu avô, e sempre dizia o quanto ele ficaria orgulhoso se eu passasse pra UEL. Eu nunca deixei de sonhar com isso, porque nunca foi um sonho só meu, mas dele, do meu pai, da minha mãe, dos meus irmãos e da minha avó!
E mesmo que não seja na UEL, eu vou conseguir, e agora mais do que nunca eu quero realizar esse nosso sonho e se eu vier a discursar nunca deixarei de citar vocês vovô e papai, meus grandes heróis!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Apenas mais um desesperado

Todos começam a contar sua história pela parte menos triste, pela infância, mas este não foi o meu caso pois já nasci excluído e odiado, nem ao menos pude sentir o doce sabor do leite materno, fui logo lançado aos ratos e à imundice.
Me acharam e abrigaram-me num lar de crianças que assim como eu foram feitas não por acaso, mas odiadas por acaso, acaso este que nunca entendi.
Logo que descobri que aquelas crianças não eram meus irmãos, ou que aquela moça, de traços finos e um brilho no olhar incomparável que me punha para dormir todas as noites ao som das mais belas melodias interpretadas estupidamente bem por sua voz, não era minha mãe resolvi sumir dali. Neguei meus supostos irmãos, o pão de cada dia, as refeições tão bem feitas pela tia Nicinha, e, abracei um novo mundo.
Saí de lá com a certeza de que os olhos do meu país estariam sobre mim, mal sabia que realmente estariam.
Me perguntavam sempre quem era o meu pai, naquela época a filiação era de suma importância, e então eu respondia com todo o orgulho do mundo: "Meu senhor, sou eu filho do Brasil"; alguns de certo riam, porém outros confundiam-me com o filho de um senhor de idade que teve seu maior castigo recebendo o nome de Brasil.
Esqueci de relatar que minha casa era uma velha e abandonada estação ferroviária, minhas roupas, conseguia-nas nos varais mal vigiados e a comida, cada dia conseguia de uma forma diferente.
Foi assim que sobrevivi bem vestido, trabalhando e comendo direitiho até os meus treze anos de idade, quando descobriram quem eu era, então tive que fugir e me arriscar em outro vilarejo.
Lá não havia nenhum Brasil para eu me filiar senão o meu país, que descobri ouvindo a conversa de alguns senhores, na porta de um bar, que era este um país cujo se envergonhavam profundamente.
Mal sucedido na filiação, encontrei-me mais uma vez excluído e odiado. Conhecido como o moço sem família ou o ladrãozinho de varais, conheci em mim um lado cujo nunca imaginei que existisse, um lado revoltado e ruim que me fazia odiar a mim mesmo.
Realmente, passei a ser um ladrão, maníaco, alguém que eu não conseguia controlar. Fiquei feio, mal vestido e com a pior filiação.
Fiz todo o contingente de atos errôneos existentes portanto não foi longa essa minha vida, pois logo, os empregados do meu pai me puniram, espancaram e me deixaram aqui nesta casa onde vivo há oito anos já, cercado de pessoas que assim como eu descobriram seu outro lado. Alguns deixaram alguém lá fora à sua espera, mas ainda há alguns que como eu, não enxerga vida além das grades de uma cela enferrujada e mal cuidada pelos empregados do meu pai.
Aprendi a conviver com pessoas piores do que eu e passei a aceitar as características que atribuíram a mim, assim como a de um louco desesperado que escreve suas cartas para um pai que nunca as lerá, ou, que nunca existiu.
Prazer, sou mais um desesperado e filho do Brasil.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Que conheçam a Ti, Senhor

Tenho procurado dentro mim, em meio a um mar de palavras e opiniões temas para escrever, e até mesmo a vontade de escrever!
Mas não a tenho encontrado de forma alguma. Gostaria de falar menos de mim, trabalhar temas políticos, sociais, culturais, mas tudo que encontro para escrever é sobre a grandeza de Deus.
E ultimamente não há outra coisa que eu pense mais, que ocupe mais o meu dia senão as maravilhas de Deus!
Tenho experimentado de forma tão maravilhosa toda a Sua misericórdia, graça, bondade, poder etc.
E clamo a Deus todos os dias, para que aqueles que estão próximos a mim possam sentir e vivenciar tudo que tenho vivido e sentido.

" Povos do mundo inteiro, voltem para mim e eu os salvarei, pois eu sou Deus, e não há nenhum outro. " (Isaías 45.22)

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Faz-nos voltar a Ti

"Porém tenho uma coisa contra vocês: é que agora não me amam como me amavam no princípio. Lembrem-se do quanto vocês caíram! Arrependam-se dos seus pecados e façam o que faziam no princípio. Se não se arrependerem, eu virei e tirarei o candelabro de vocês." (Apocalipse 2.4-5)

Há muito que tenho refletido nesta mensagem e tenho tentado voltar ao início de tudo, me reencontrar com Deus, rever meus conceitos e tornar-me novamente aquela menininha profetisa que abominava o pecado, que respirava Deus e que fazia de todo seu coração as vontades de Deus.

O que acontece conosco é algo simples, à medida que vamos amadurecendo espiritualmente ao invés de nos aproximarmos de Deus, nos afastamos. Vamos "crescendo" e esquecemos dos sentimentos puros e verdadeiros que tínhamos na inocência e então Jesus mais uma vez com sua IMENSA sabedoria diz: "Lembrem-se disto: Quem não receber o Reino de Deus como uma criança nunca entrará nele." (Lucas 18.17)
E não há outra forma que obtenha mais clareza do que esta comparação feita por Jesus em sua infinita sabedoria, que com as simples coisas faz-nos solucionar questões que pareciam impossíveis!

Basta voltar a inocência, ao primeiro amor, às primeiras obras, apenas depositar a confiança nEle ("Entrega teu caminho ao Senhor, confie nEle e o mais Ele fará" -Salmos 37.5-)fazer o que Lhe apraz e tudo irá bem!

Mas nós complicamos onde mais uma vez deveríamos ser como criança, simples e humilde. Agirmos apenas para agradarmos a Deus, sermos luz em meio às trevas, fazermos a nossa parte e deixar que o Espírito Santo haja em nossa vida.

Portanto devemos lembra onde caímos, onde erramos, nos arrepender e voltar ao tempo da inocência, tempo de intimidade com Deus, tempo de pureza e de santidade pois sem ela (santidade) não veremos a Deus.

Mas se não nos arrependermos o Senhor virá e tirará o candelabro. O candelabro simboliza a Igreja local, a retirada do candelabro refere-se ao abandono das primeiras obras que por sua vez referem-se ao primeiro amor. Somente um coração cheio de amor pelo Senhor pode manter o candelabro aceso.

Meu querido, eu tenho voltado ao primeiro amor e tenho experimentado novamente aquela intimidade com Deus magnífica. E te aconselho para o seu bem, para que nos últimos dia não ouças : "Nunca vos conheci: apartai-vos de mim" (Mateus 7.23b)

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Linda menina

Ainda lembro daqueles olhos grandes e redondos a me observar. Tenho na memória as imagens mais belas, e claro, as mais catastróficas também.

Mas a tinha como minha bonequinha de porcelana, meu brinquedinho. Cuidava dela, fazia pão com Nescau, salada de tomate, sanduíche de arroz entre outras guloseimas bem interessantes assim como as anteriormente citadas.

E ela começou a crescer e de bonequinha passou a ser minha amiga, demorou bastante, mas aconteceu.

Aprendi a ler sua mente, decifrar seus enigmas, chorar suas lágrimas, sorrir seus sorrisos, eternizar seus abraços, intensificar seus carinhos; ah querida irmã aprendi que dava não apenas para sermos amigas, mas irmãs e mãe e filha também.

Cultivei por você um sentimento diferente, passei a te amar como se fosses minha filha sem mesmo precisar de dar-te a luz.

Ah querida, e como eu amo entender-te, participar da tua vida, ter ciúmes das coisas mais bobas, estender minhas asas sobre você e te proteger do mundo lá de fora.

És o meu bebê. Ah linda menina, não cresça mais, fique para sempre ao meu lado, o mundo lá de fora é muito perigoso.

Sei que já cresceste e não como reverter. Mas...

Não, não cresça linda menina! Eu amo você.